Alerta máximo nos bairros e aldeias indígenas exige ação da população
O município de Dourados enfrenta avanço preocupante da chikungunya, com 648 casos confirmados, 1.426 notificações e quatro mortes registradas na Reserva Indígena, segundo boletim da Vigilância Epidemiológica. Autoridades de saúde reforçam que a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti depende da colaboração da população, já que os ovos podem permanecer viáveis por até um ano. Uma força-tarefa municipal, estadual e federal realiza ações de conscientização e controle, incluindo a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) para impedir o desenvolvimento das larvas.
Os bairros Jardim dos Estados, Novo Horizonte e região do Jóquei Clube, além das aldeias Jaguapiru e Bororó, concentram os focos mais preocupantes. O infectologista Rivaldo Venâncio alertou para a sobrecarga no sistema de saúde causada pela doença e destacou que grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades, podem apresentar formas graves. O Governo do Estado trabalha para incluir Mato Grosso do Sul na estratégia nacional de vacinação, aprovada pela Anvisa, aguardando definição sobre a chegada das doses.
A colaboração da população é considerada essencial para conter a disseminação e reduzir o impacto da doença.
