A demanda interna de milho no Brasil deve atingir um novo recorde em 2026, com consumo estimado em cerca de 100 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pela expansão do etanol de milho e pela forte demanda do setor de rações animais. Nos últimos anos, a produção do grão cresceu de forma consistente no país, sustentada pela safrinha, aumento de área plantada e ganhos de produtividade no campo. A cadeia de proteína animal segue como principal destino do milho, especialmente aves e suínos, que dependem do cereal para alimentação.
O avanço das usinas de etanol também tem elevado o consumo interno, com previsão de uso superior a 27 milhões de toneladas para biocombustíveis. Esse movimento vem atraindo novos investimentos e ampliando a presença do setor energético no agronegócio. O aumento dos custos logísticos internos favorece a competitividade das usinas próximas às regiões produtoras, reduzindo despesas de transporte. Com isso, o Brasil se consolida como um dos maiores produtores e consumidores de milho do mundo, com tendência de maior diversificação no uso do grão.
