O Brasil continua sendo o país que mais mata pessoas transexuais e travestis, com 80 assassinatos registrados em 2025, segundo o dossiê da Antra. Apesar da queda de 34% em relação a 2024, o país permanece no topo do ranking mundial há quase 18 anos. Ceará e Minas Gerais lideraram os casos, e a violência segue concentrada no Nordeste. A maioria das vítimas são jovens trans e travestis negras ou pardas, entre 18 e 35 anos.
O estudo aponta aumento nas tentativas de homicídio, indicando que a queda nos assassinatos não significa redução real da violência. Entre os fatores estão subnotificação, descrédito nas instituições e ausência de políticas públicas específicas contra a transfobia. O relatório traz recomendações ao Estado e ao sistema de justiça para romper a impunidade. A Antra destaca que os dados denunciam a violência estrutural e exigem ação imediata.
A apresentação oficial do dossiê será no Ministério dos Direitos Humanos. Dados do GGB reforçam que o Brasil permanece como o país com mais mortes de pessoas LGBT+ no mundo.
