Bancos terão mais prazo para fiscalizar áreas rurais

Produtores rurais continuarão acessando linhas de crédito sem nova exigência até o próximo ano

CMN posterga análise obrigatória de desmatamento ilegal

O Conselho Monetário Nacional adiou para 2027 a entrada em vigor da regra que obriga bancos e instituições financeiras a verificarem possíveis casos de desmatamento ilegal em propriedades rurais antes da liberação de crédito rural direcionado. A medida atingiria financiamentos como os do Pronaf e outras linhas controladas pelo governo federal. Pela norma, produtores que realizaram desmate ilegal após 31 de julho de 2019 poderiam perder acesso ao financiamento rural.

A exigência começaria a valer em abril deste ano, mas o CMN aprovou a mudança do cronograma em reunião extraordinária realizada nesta terça-feira (12). O adiamento atende ao pedido do setor financeiro, que alegou necessidade de mais tempo para adaptação tecnológica e cruzamento de dados ambientais. A decisão mantém temporariamente as atuais regras de concessão de crédito no campo. O tema segue gerando debate entre ambientalistas, produtores rurais e representantes do agronegócio.

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