Ataques hutis matam mais de 60 militares no Iêmen

Rebeldes apoiados pelo Irã ampliam tensão regional

Governo iemenita promete resposta após maior ataque desde acordo de 2022

Ataques realizados por rebeldes hutis contra forças oficiais do Iêmen deixaram mais de 60 mortos nesta sexta-feira (7), no episódio mais violento desde a trégua firmada em 2022. A ofensiva com drones e mísseis atingiu bases militares e também áreas residenciais na região de Marib, provocando mortes entre soldados e civis.

Segundo autoridades locais, os ataques ocorreram em diferentes pontos do país, incluindo áreas próximas à fronteira com a Arábia Saudita. O governo iemenita classificou a ação como uma agressão e afirmou que haverá uma resposta militar no momento considerado adequado.

Os hutis, grupo rebelde apoiado pelo Irã, afirmaram que a operação foi uma reação ao fortalecimento de tropas ligadas à Arábia Saudita. A escalada aumenta as preocupações sobre uma nova frente de conflito no Oriente Médio, envolvendo disputas entre potências regionais.

O Iêmen enfrenta uma guerra civil desde 2014, com milhões de pessoas afetadas por uma das maiores crises humanitárias do mundo. Os rebeldes controlam a capital Sanaa e áreas do norte do país, enquanto o governo reconhecido internacionalmente mantém influência principalmente no sul.

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