Dependência da China pode gerar volatilidade nos preços
A arroba do boi gordo deve manter trajetória de valorização em 2026, com cotações internacionais entre US$ 70 e US$ 75, segundo a MB Agro, refletindo um cenário típico de ciclo pecuário com oferta mais enxuta e demanda consistente. No mercado interno, o consumo segue sustentado pelo avanço da renda e pelo mercado de trabalho aquecido, garantindo suporte aos preços mesmo sem forte dependência das exportações em alguns momentos.
A oferta de animais entra em fase de restrição após abates recordes nos últimos anos, resultado do descarte elevado de fêmeas, o que reduz o número de matrizes e encarece a reposição no campo. Com isso, pecuaristas tendem a reter fêmeas para recomposição do rebanho, diminuindo o volume disponível para abate e pressionando ainda mais as cotações da arroba.
As projeções indicam queda de até 7% nos abates, consolidando a virada do ciclo pecuário e reforçando o ambiente de preços mais firmes ao produtor. No cenário externo, a oferta global segue limitada, com destaque para os Estados Unidos, que enfrentam o menor nível de rebanho em décadas, ampliando oportunidades para a carne brasileira.
Apesar do viés positivo, o mercado monitora a China, cuja política de importação pode provocar oscilações e impactar diretamente o ritmo das exportações brasileiras.
