Saúde, transporte, segurança e comércio estão entre os setores que precisarão adaptar suas operações às novas regras
O fim da escala 6×1 promete mudar a rotina de trabalhadores e empresas. O Senado aprovou a proposta por 75 votos a 1, em dois turnos, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuir salários. Agora, a emenda segue para promulgação. A mudança será gradual. Nos primeiros 60 dias após a promulgação, a jornada cairá para 42 horas semanais. Doze meses depois, chegará a 40 horas.
O descanso semanal também passará a garantir dois dias remunerados, substituindo o conhecido seis por um. Comércio, supermercados, shoppings, bares, restaurantes, indústria e construção civil estão entre os setores que precisarão reorganizar equipes e horários. Para os empresários, a conta pode ficar mais salgada: o custo por hora trabalhada aumenta, e horas extras, comissões e encargos exigirão novos cálculos.
A folga do trabalhador não significa folga no planejamento das empresas. Hospitais, transportes, limpeza urbana, portaria e segurança poderão adotar escalas diferenciadas, conforme a regulamentação e as negociações coletivas. Bancos, que já operam com jornadas menores em muitos casos, tendem a sentir menos impacto.
Para empresas pequenas, a adaptação também será um desafio. A ordem é rever escalas, custos e contratos antes que a nova regra entre em vigor.
