O Instituto Yalodê, idealizado pelo Pai Augusto, segue promovendo ações sociais em comunidades de Campo Grande, reunindo casas de axé para oferecer doações, serviços gratuitos e atividades voltadas ao acolhimento de famílias em situação de vulnerabilidade.

Segundo Pai Augusto, a iniciativa vai além da assistência social e representa uma forma de fortalecer a união entre os terreiros, combater o preconceito e enfrentar o racismo religioso que ainda atinge as religiões de matriz africana e ameríndia.

“O Axé na Comunidade é um ato de solidariedade, resistência e afirmação da nossa fé. É uma forma de mostrar que Exu representa caminhos, comunicação e transformação, e que sua presença também se manifesta por meio do cuidado com o próximo. Ao ocuparmos os bairros com ações sociais, quebramos estigmas e mostramos à sociedade o verdadeiro papel das religiões de matriz africana e ameríndia: acolher, servir e promover o bem coletivo”, afirma.
A ação também promove a integração entre diferentes casas de axé. Em cada edição, lideranças religiosas de diversos terreiros participam voluntariamente, unindo esforços para levar atendimento à população, fortalecer os laços entre as comunidades tradicionais de terreiro e prestar homenagens a Exu por meio da solidariedade e do serviço ao próximo.
Além das ações de solidariedade, o Instituto Yalodê destaca a importância do diálogo e do respeito entre diferentes crenças, reforçando que o principal objetivo é servir à comunidade, combater a intolerância religiosa e promover uma convivência baseada no respeito à diversidade e aos direitos de todos.
Para os organizadores, cada edição do “Axé na Comunidade” demonstra que a união das casas de axé fortalece não apenas as tradições de matriz africana e ameríndia, mas também amplia o alcance das ações sociais, levando dignidade, acolhimento e cidadania às famílias atendidas.

