Embrapa investe em estrutura, alimentação alternativa e manejo sanitário para ampliar a produção de ovos nas comunidades pantaneiras.
A criação de galinhas está ganhando incentivo em comunidades indígenas e propriedades familiares de Mato Grosso do Sul. A Embrapa Pantanal desenvolve ações para melhorar a produção de ovos, reduzir perdas e fortalecer a segurança alimentar. A ideia é fazer o galinheiro render mais do que apenas barulho ao amanhecer.
O projeto prevê instalações para até 100 galinhas poedeiras, com investimento estimado em R$ 18 mil por unidade. O primeiro módulo comunitário foi construído na Terra Indígena Taunay-Ipegue, em Aquidauana. Outros três espaços ainda estão previstos.
Pesquisa aposta em ingredientes regionais
Moringa e mandioca estão sendo estudadas como alternativas ao milho e ao farelo de soja na alimentação das aves. As novas formulações poderão substituir até 50% desses ingredientes, mas ainda dependem de avaliações. A previsão é iniciar a adoção gradual em 2027.
O trabalho também oferece orientações sobre higiene, prevenção de doenças e controle da gripe aviária, com participação da Iagro. Mulheres indígenas integram as capacitações, que buscam melhorar o manejo e reduzir a mortalidade das aves. A expectativa é aumentar a oferta de ovos, gerar renda complementar e aproveitar melhor os recursos disponíveis nas próprias comunidades. Pelo menos no galinheiro, a ideia é que o investimento produza resultados concretos.
