Sem acordo com Marinho, parlamentar aposta no diálogo para conquistar os 41 votos necessários e chegar ao comando da Casa
A disputa pela presidência do Senado ganhou mais uma personagem. Tereza Cristina (PP-MS) decidiu manter seu nome na corrida e tenta se apresentar como terceira via entre Davi Alcolumbre (União-AP) e Rogério Marinho (PL-RN). Pelo visto, a cadeira mais cobiçada da Casa está longe de ter dono.
A movimentação ganhou força depois que o PP nacional declarou apoio à reeleição de Alcolumbre. Tereza não gostou muito da decisão e defendeu a liberdade dos senadores. Afinal, aparentemente, até dentro do próprio partido o voto precisa de independência.
Na semana passada, Tereza e Marinho conversaram sobre uma possível candidatura única da oposição, mas saíram sem acordo. Marinho deve oficializar sua candidatura nesta quarta-feira (4), enquanto a senadora prefere continuar trabalhando nos bastidores. A união, pelo menos por enquanto, ficou apenas na fotografia.
Com 41 votos necessários para vencer, ninguém parece ter a conta fechada. Tereza aposta no trânsito entre diferentes grupos para conquistar espaço. No Senado, a disputa promete muita conversa, articulação e negociação. No fim, quem conseguir convencer mais colegas leva a cadeira. Democracia interna ou campeonato de bastidores? A votação de fevereiro dará a resposta.
