Liberdade política não bate cartão
Tem patrão que ainda confunde empresa com curral eleitoral e funcionário com cabo eleitoral particular. Para combater essa prática, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou uma campanha contra o assédio eleitoral no ambiente profissional. A iniciativa vai utilizar notificações da Carteira de Trabalho Digital e os canais de comunicação do Ministério para lembrar que voto não faz parte do contrato de trabalho.
Cabresto eleitoral tem endereço para denúncia
A regra é simples: ninguém pode ser ameaçado de demissão, sofrer constrangimento ou enfrentar represálias por causa de sua preferência política. Pelo visto, alguns precisam de uma aula sobre democracia antes de abrir a empresa. O ministro Luiz Marinho classificou o assédio eleitoral como prática inaceitável e reforçou a importância de proteger a liberdade de escolha dos trabalhadores.
Denúncia sem pedir autorização ao chefe
Quem sofrer ou presenciar pressão para votar em determinado candidato poderá denunciar pelo endereço assedioeleitoral.trabalho.gov.br. Informações sobre datas, locais, empregadores e provas ajudam na apuração. Afinal, patrão pode cobrar produtividade, cumprir metas e exigir responsabilidade. Só não pode querer escolher o voto do funcionário.
Democracia não é benefício concedido pelo departamento pessoal.
