Sonho de bailarinas vira realidade no Glauce Rocha 

O sonho de subir ao palco sob as luzes de um grande teatro e calçar sapatilhas de dança ganhou forma e poesia para dezenas de crianças e adolescentes de Campo Grande. Na noite de terça-feira (27), o Teatro Glauce Rocha foi palco do espetáculo “O Livro Encantado”, protagonizado por alunas da Escola Pública de Ballet da Fundação Municipal de Esportes (Funesp). Em uma atmosfera repleta de encanto e sensibilidade, o evento reuniu pais, professores e comunidade para celebrar a dedicação e o talento cultivados nos núcleos municipais ao longo do ano. 

A noite de abertura trouxe ao palco as alunas dos núcleos do Parque Jacques da Luz e do subnúcleo do Instituto Misericordes, com coreografias preparadas com dedicação pelas professoras Dalila Nantes e Marisângela Vieira. Cada movimento ensaiado refletiu o empenho das jovens bailarinas em transformar a teoria em arte viva. A programação contou ainda com apresentações de ballet e jazz do grupo Pantanal em Dança e do Projeto de Ginástica Rítmica da Funesp, enriquecendo o repertório cultural das participantes. 

Oportunidade e o encanto do primeiro palco 

A diretora do Pantanal em Dança, Fernanda Gutierrez, enfatizou o valor humano e a beleza de aproximar a dança clássica da realidade das comunidades. “O ballet clássico ainda não está ao alcance de toda a população, embora muitas crianças sonhem em dançar depois de ver uma apresentação na televisão ou na internet. Para nós, é gratificante representar essa arte e proporcionar a elas a oportunidade de conhecer de perto uma sapatilha de ponta, os figurinos e a postura de uma bailarina”, destacou. 

A bailarina Raquel Rezende também ressaltou o impacto inesquecível de pisar em uma estrutura profissional desde os primeiros anos de vida. “O ballet é um universo de magia, delicadeza e arte. Quanto mais cedo as crianças têm contato com esse mundo, melhor. Elas estão recebendo uma oportunidade de ouro ao dançar em um teatro grande e profissional como o Glauce Rocha”, afirmou. 

Bailarina se apresentando no palco do teatro Glauce Rocha

O diretor-presidente da Funesp, Maicon Mommad, parabenizou as famílias e reafirmou o compromisso de continuar levando a dança a mais bairros da Capital. “A Funesp desenvolve atividades em todas as regiões de Campo Grande e, somente na Escola Pública de Ballet, atende mais de 400 crianças e adolescentes e o nosso objetivo é ampliar esse atendimento e levar essa oportunidade a ainda mais pessoas”, ressaltou o presidente. 

Orgulho das famílias e a magia que continua 

Na plateia, o olhar orgulhoso dos familiares traduzia o significado da conquista. Mateus Neto acompanhou emocionado os passos da filha Ana Lívia Cardoso, de apenas 5 anos, que treina há seis meses no núcleo do Parque Jacques da Luz. “Proporcionar à minha filha uma atividade, um objetivo e algo de que ela gosta tanto é maravilhoso. Ela está amando o ballet e dançar é o que ela mais gosta de fazer”, contou o pai. 

Alunas apresentando o espetáculo no palco do Glauce Rocha

A emoção também marcou o depoimento de Débora Karine da Rosa, mãe de Adrielly Aguilera, de 10 anos. Aluna do projeto há cerca de um mês, a menina realizou no Glauce Rocha sua primeira apresentação pública. “Essa foi a primeira apresentação da minha filha, que entrou no projeto há apenas um mês. A iniciativa é muito importante para a formação e a educação, porque oferece uma atividade que contribui para o desenvolvimento delas. Muitas meninas sonham em ser bailarinas, e esse projeto ajuda a transformar esse sonho em uma possibilidade”, disse a mãe. 

A magia do espetáculo “O Livro Encantado” continua nesta quarta-feira (28), às 19h, no Teatro Glauce Rocha, com entrada gratuita. A segunda noite de apresentações reunirá as alunas dos núcleos do Parque Ayrton Senna, Centro Olímpico da Vila Nasser, ACIESP, Associação de Moradores do Coophatrabalho, Associação de Moradores do Buriti e Associação de Moradores do Jardim Bonança. 

Criada em 2017 com apenas dois núcleos, a Escola Pública de Ballet da Funesp hoje beneficia mais de 400 crianças e adolescentes em dez polos espalhados por cinco regiões de Campo Grande, confirmando que o incentivo à arte é um caminho transformador de cidadania, afeto e futuro. 

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