Operação Cesura mira esquema que mantinha comunicação entre detento e cúpula da facção
Preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, um dos líderes históricos de uma facção criminosa continuava, segundo as investigações, exercendo influência do lado de dentro. Como cadeia não parece ter cortado o sinal, dois sobrinhos teriam virado “pombo-correio” do crime.
PF fecha o cerco contra a comunicação criminosa
A Operação Cesura foi deflagrada nesta quinta-feira (29), com mandados de prisão e busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Belford Roxo. A missão é interromper o canal de comunicação que, pelo visto, continuava funcionando apesar das grades.
Segundo os investigadores, um dos sobrinhos visitava frequentemente o tio preso e mantinha contato com outra liderança foragida. A família, que deveria trocar notícias de domingo, aparece na investigação como possível ponte para assuntos bem mais pesados.
Cargo público também entra na mira
Entre os investigados está um servidor comissionado de uma Câmara Municipal da Baixada Fluminense. Ele teria acumulado patrimônio aparentemente incompatível com a renda declarada uma conta que agora precisará de explicações.
A operação reúne Polícia Federal e Ministério Público Federal, com ordens expedidas pela Justiça Federal de Campo Grande. Enquanto a investigação avança, a ironia é evidente: para alguns criminosos, o muro da prisão parece obstáculo menor do que deveria ser.
