CPI tenta descobrir por que o asfalto virou dor de cabeça para toda a população
Em Campo Grande, os buracos seguem firmes no asfalto, enquanto as explicações sobre o dinheiro para tapá-los parecem andar por caminhos bem menos esburacados. Na terça-feira (27), o secretário municipal de Infraestrutura, André de Moura Brandão, foi à Câmara prestar esclarecimentos sobre o serviço.
O vereador Otávio Trad (PSD), presidente da Comissão de Finanças e Orçamentos, cobrou informações sobre os recursos destinados ao tapa-buracos. Segundo ele, o orçamento não foi apresentado durante a exposição, apesar da redução gradativa dos valores nos últimos anos.
Trad avalia que a falta de recursos pode estar entre as causas do problema, que há cerca de dois anos castiga a cidade. Afinal, buraco não escolhe endereço, renda ou classe social: basta uma rua malcuidada para transformar o trajeto cotidiano em teste de suspensão e paciência.
A CPI do Tapa-Buracos busca identificar as causas da situação, mas ainda depende de parecer da Procuradoria Jurídica da Câmara para avançar. Enquanto a papelada circula pelos gabinetes, os motoristas continuam desviando de crateras e a população espera que as respostas apareçam antes do próximo buraco.
