Vítima foi morta a tiros em Maracaju e havia relatado ameaças de integrantes de facções
Dois suspeitos foram presos após a execução de Érica Rocha da Silva, de 29 anos, na tarde de terça-feira (27), em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande. A vítima havia deixado a prisão há cerca de quatro meses e usava tornozeleira eletrônica. Segundo as informações preliminares, dois homens chegaram em uma motocicleta vermelha e dispararam várias vezes contra Érica. A violência foi tanta que nem deu tempo de o socorro mudar o desfecho: os bombeiros encontraram a mulher já sem vida.
Oito cápsulas e muitas perguntas
A perícia recolheu oito estojos de munição calibre 9 milímetros e um projétil. Enquanto isso, investigadores analisam imagens de câmeras de segurança para tentar reconstruir os passos dos atiradores. Na rua, ficou a cena do crime; na investigação, uma lista de perguntas. Familiares relataram que Érica vinha recebendo ameaças de integrantes de facções. Há também informações preliminares sobre uma possível ligação com o Comando Vermelho, ainda sem confirmação oficial.
A Polícia Civil apura o envolvimento dos dois detidos, busca identificar os atiradores e descobrir se alguém encomendou a execução. No submundo do crime, as ameaças deixaram de ser conversa e terminaram em tiros.
