Modelos erraram feio e a urna deu a resposta
A eleição de 2026 mostrou que pesquisa, previsão e planilha não votam. Lula cresceu no Sudeste, virou o jogo em Minas Gerais e garantiu mais quatro anos no Palácio do Planalto. Em São Paulo, o petista ganhou mais de 2,1 milhões de votos em relação ao primeiro turno. No Rio, foram 800 mil; em Minas, mais de 1 milhão. O Sudeste, pelo visto, não leu o roteiro dos analistas.
A virada veio de onde menos esperavam
Segundo Bruno Soller, do Real Time Big Data, 71% dos 14 milhões de novos votos foram para Lula. Dos 24 modelos probabilísticos do instituto, todos apontavam vitória de Flávio Bolsonaro. Quando a urna abriu a boca, a estatística ficou sem argumento.
Lula também virou o resultado em 213 municípios onde Flávio havia vencido na primeira rodada. Minas Gerais liderou a reviravolta, com 76 cidades. No fim, foram 51,79% dos votos válidos para o petista contra 48,21% do adversário. A lição é velha: eleição não se ganha no Excel, mas no voto.
