Caso envolve suspeitas de fraude e direcionamento em licitação para contratação da empresa Dataeasy
A Justiça de Mato Grosso do Sul marcou para julgamento um recurso do Ministério Público que pode colocar novamente os conselheiros Waldir Neves Barbosa e Iran Coelho das Neves no centro da turbulência. O MP pede o bloqueio de até R$ 106 milhões em bens e o afastamento dos dois integrantes do Tribunal de Contas do Estado.
A ação investiga suspeitas de fraude e direcionamento em uma licitação que terminou na contratação da Dataeasy Consultoria e Informática. Em primeira decisão, o processo foi encerrado sem análise do mérito. O Ministério Público recorreu e quer que a ação volte a tramitar.
As defesas dos conselheiros e dos demais envolvidos contestam as acusações e alegam, entre outros pontos, prescrição, irregularidades na ação e legalidade dos contratos. Na esfera criminal, o caso também segue em discussão no Superior Tribunal de Justiça, onde ainda não houve recebimento da denúncia.
Waldir e Iran chegaram a ser afastados dos cargos em 2022 durante a Operação Terceirização de Ouro, da Polícia Federal. Depois, retornaram às funções por decisões judiciais em 2025. Agora, o novo julgamento recoloca o caso sob os holofotes — porque, quando o assunto envolve R$ 106 milhões, parece que a novela ainda está longe de acabar.
