Soja encontra sustentação na demanda, enquanto trigo ganha apoio diante das restrições no comércio do Mar Negro
O mercado internacional de grãos começou o dia em ritmo desigual, com milho, soja e trigo reagindo de formas diferentes aos estoques, à demanda e ao clima nas regiões produtoras. O milho foi quem mais apanhou, enquanto soja e trigo encontraram algum espaço para respirar.
Em Chicago, os estoques norte-americanos de milho chegaram a 53,2 milhões de toneladas em 1º de setembro, alta de 35% na comparação anual. O volume acima do esperado provocou uma onda de vendas e derrubou os contratos para dezembro em mais de 4%, deixando a cotação perto de US$ 5 por bushel.
A soja teve comportamento mais equilibrado. Os estoques ficaram próximos das projeções e abaixo do registrado no ano anterior, enquanto o USDA confirmou uma venda de 105 mil toneladas da safra 2026/27. No Brasil, o plantio alcançou 4%, dentro da média histórica para o período.
No trigo, compras oportunistas e restrições no comércio do Mar Negro ajudam a limitar novas perdas. O cenário internacional continua influenciado pelo conflito entre Rússia e Ucrânia. No câmbio, o dólar recuava 0,81%, a R$ 5,174, enquanto o petróleo WTI avançava 1,80%, cotado a US$ 92,22.
