Avaliação de escrita ajuda a corrigir ensino dos anos iniciais

A melhoria contínua da educação base mobilizou diretores, coordenadores e adjuntos da Rede Municipal de Ensino (Reme) nesta semana. O encontro, organizado na sede da Fetems pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), analisou os resultados das avaliações de produção escrita de estudantes do 3º, 4º e 5º anos. 

O objetivo da reunião focou na transformação dos dados gerados nas escolas em subsídios para o planejamento pedagógico diário. Cada unidade de ensino obteve um boletim próprio de resultados, acompanhado de orientações metodológicas para análise, planejamento, produção e revisão textual. 

O material permite às equipes a identificação de habilidades não consolidadas e a elaboração de intervenções específicas para cada realidade escolar. A superintendente de Gestão das Políticas Educacionais da Semed, Ana Cristina Dorsa Lima, destacou a importância de humanizar a leitura das estatísticas. 

“Que esses números sejam vivos, porque as crianças estão lá. A partir desse contexto, o que é possível ser realizado? De que forma a gente minimiza essa lacuna da aprendizagem?”, afirmou a superintendente. 

O secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, apontou que o diagnóstico correto direciona o esforço pedagógico de forma inteligente. 

“Qual é o nosso objetivo? Identificar na escola quem é o grupo vulnerável, quem é o grupo que eu preciso potencializar. Eu consigo dar o mesmo remédio para todos? Não. A gente precisa olhar esses dados e entender o que fazer a partir de agora. Esse é o diagnóstico para que possamos avançar”, disse Lucas. 

Dificuldades na produção de narrativas 

O professor Maurício Nars, da equipe técnica da Semed, apresentou os resultados dos dois ciclos de avaliação do 3º ano. Ele sublinhou que a interpretação dos indicadores atua como um parâmetro complementar ao acompanhamento direto feito pela escola, demandando cuidado na leitura dos relatórios. 

“É interessante olhar aluno por aluno e entender como esses alunos estão evoluindo. Cada situação vai demandar uma análise específica”, explicou Nars. 

A avaliação do 3º ano evidenciou a necessidade de maior atenção à organização das ideias, construção de narrativas completas, uso de conectivos, pontuação, ortografia e revisão dos textos. Para os anos seguintes, a professora Cláudia Giaretta evidenciou a aplicação prática desses resultados dentro das unidades. 

“Precisamos pensar o que elas mostram sobre o que os alunos já sabem e como podemos intervir para que eles continuem avançando a partir daquela realidade”, destacou Cláudia. 

O trabalho analítico segue nas escolas municipais, onde gestores e docentes definirão estratégias focadas nas necessidades mapeadas. Um terceiro ciclo de avaliação de escrita cobrirá o período entre 30 de setembro e 30 de outubro, avaliando a eficácia das intervenções elaboradas a partir deste encontro. 

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