Resultados dependem de nutrição, sanidade, condição corporal e execução correta do protocolo
A ressincronização reprodutiva pode dar uma nova oportunidade às vacas que não emprenharam na primeira Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). A estratégia permite realizar uma segunda inseminação ainda durante a mesma estação de monta.
Segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), a técnica pode aumentar entre 6% e 10% o número de bezerros em comparação ao sistema com apenas uma IATF seguida de repasse com touros. O resultado, porém, varia conforme as condições de cada rebanho.
Estudos da Embrapa e de outras instituições apontam que a segunda IATF pode elevar as taxas de prenhez e concentrar as concepções no início da estação. Com isso, parte dos bezerros pode nascer mais cedo e ter mais tempo de desenvolvimento até a desmama.
Apesar do potencial, a técnica exige planejamento e manejo adequado. Nutrição, sanidade, condição corporal, qualidade do sêmen e execução do protocolo influenciam diretamente os resultados. O produtor também precisa avaliar os custos adicionais com medicamentos, diagnóstico, sêmen e mão de obra.
