Familiares relatam gastos, longas viagens e falta de informação sobre o cancelamento
Familiares de presos da Máxima de Campo Grande, foram impedidos nesta quarta-feira (2) de entregar roupas e objetos pessoais aos internos. A suspensão ocorre durante a Operação Nêmesis, iniciada após vídeos mostrarem uma comemoração pelos 33 anos do PCC dentro da unidade.
O cancelamento pegou famílias de surpresa e provocou revolta nos portões do presídio. Entre elas estavam Cícera Satima da Rocha, de 62 anos, e a nora, Shirley de Lima, de 54, que viajaram cerca de quatro horas de Bataguassu até a Capital. As duas gastaram R$ 240 em passagens e mais R$ 50 com transporte por aplicativo.
De Três Lagoas, Aparecida Ventura, de 73 anos, também chegou à unidade para entregar pertences ao filho. A viagem durou aproximadamente sete horas e foi aproveitada durante o deslocamento do marido para tratamento de saúde em Campo Grande. Com os portões fechados, ela precisou retornar com as roupas e objetos levados ao preso.
A Operação Nêmesis envolve a Agepen, a Polícia Penal e a Força Penal Nacional, com revista geral, identificação de internos e transferências. A ação começou após vídeos mostrarem presos reunidos e fazendo uso de drogas durante a comemoração. Entre 25 e 29 de agosto, 13 tentativas de entrega de materiais por drones foram interceptadas.
A Agepen foi procurada sobre uma nova data para as entregas e ainda não havia informado previsão.


