SIDROLÂNDIA: Água da cozinha ganha novo destino com Projeto Círculo de Bananeiras na Escola Municipal João Batista

Na Escola Municipal João Batista, no Assentamento Eldorado I, a água utilizada na cozinha passou a ter um novo destino por meio do Projeto Círculo de Bananeiras. A iniciativa reaproveita a chamada água cinza em uma área de cultivo e transforma a prática em aprendizado sobre sustentabilidade e soluções que também podem ser aplicadas à realidade das propriedades rurais.

A proposta começou a ser discutida durante a preparação da 9ª Feira de Sementes Crioulas, quando a escola apresentou uma dificuldade relacionada ao sistema de fossa. Como o solo da região possui água em pouca profundidade, a estrutura tem limitações para receber todo o volume gerado diariamente.

A partir dessa necessidade, foi adotada uma alternativa simples e adequada à realidade local: a água proveniente da cozinha foi separada das demais águas destinadas ao sistema de fossa e direcionada para dois círculos preparados na área externa da escola, onde foram plantadas bananeiras.

Além das bananeiras, o espaço poderá receber plantas como abóbora, melancia e melão.

Educação ambiental construída em conjunto

O projeto também utiliza a proposta do EcoCírculo, uma dinâmica de educação ambiental baseada na troca de conhecimentos, reflexão e participação coletiva.

Durante os encontros, os estudantes são estimulados a observar situações do próprio cotidiano, refletir sobre os impactos das escolhas no meio ambiente e discutir alternativas sustentáveis que possam ser aplicadas na escola, em casa ou na comunidade.

Alunos do 7º, 8º e 9º anos participaram das atividades junto a professores, colaboradores da escola, representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Sedema) e da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).

Da escola para as propriedades

Segundo a diretora Giovana Sales, alguns estudantes identificaram situações semelhantes nas propriedades onde vivem e demonstraram interesse em compartilhar e reproduzir o conhecimento junto às famílias.

“Uma coisa que foi muito grande para nós, como professores e educadores, foi ouvir alunos dizendo que têm esse problema com a fossa na casa deles e que vão fazer o círculo de bananeiras lá também. Nossos alunos aprenderam como fazer e vão multiplicar isso em casa”, relata.

Assim, o Projeto Círculo de Bananeiras vai além da experiência realizada dentro da escola: aproxima educação ambiental e realidade rural, estimula a troca de saberes e permite que o conhecimento construído pelos estudantes também alcance suas famílias e a comunidade.

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