Resgate, monitoramento e tecnologia ajudam a devolver os animais à natureza
O pangolim, conhecido por se enrolar diante do perigo, não consegue fazer o mesmo quando o inimigo é o tráfico de animais. As oito espécies existentes na África e na Ásia estão entre as mais pressionadas pelo comércio ilegal de fauna silvestre.
Entre 2016 e 2024, apreensões registradas em 75 países envolveram uma quantidade estimada superior a 500 mil pangolins. As principais rotas atendem à procura por carne e pelas escamas, utilizadas ilegalmente em produtos sem benefícios medicinais comprovados pela ciência.
Mesmo protegido pelas regras internacionais da CITES desde 2017, o animal continua sendo explorado por redes criminosas. As escamas de queratina funcionam como uma espécie de armadura natural e permitem que o mamífero se feche completamente diante de ameaças, mas pouco ajudam contra a ação humana.
Quando resgatados, os pangolins ainda enfrentam outra batalha: reaprender a sobreviver. Centros especializados trabalham a alimentação e estimulam a busca natural por formigas e cupins antes da soltura. Tecnologias como sensores de movimento também passaram a acompanhar os animais na natureza, ajudando pesquisadores a avaliar seus hábitos após a reintrodução.
