Soja e carne bovina estão entre os produtos mais expostos aos impactos
A China pretende reduzir sua dependência de importações de alimentos como parte do 15º Plano Quinquenal, com foco em segurança alimentar e autossuficiência, o que acende um alerta no agronegócio brasileiro diante do risco de perda de bilhões em exportações anuais. O Brasil pode deixar de exportar entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões por ano para o mercado chinês, segundo estimativas do setor, em um processo que tende a ser gradual, mas estrutural e de longo prazo. Soja e carne bovina estão entre os produtos mais sensíveis a possíveis reduções de demanda, além de maior concorrência internacional com Estados Unidos e Argentina.
A China, que nas últimas décadas foi motor da demanda global de commodities agrícolas, agora sinaliza mudança de estratégia ao fortalecer a produção interna e moderar compras externas. O impacto esperado inclui queda relevante nas importações de grãos e proteínas, com projeções de redução de até 23,5 milhões de toneladas de soja. Especialistas apontam que o efeito não será apenas comercial, mas também de preços, investimentos e cadeias produtivas no Brasil. Diante desse cenário, o agronegócio brasileiro deve buscar diversificação de mercados e agregação de valor para reduzir a dependência do comprador chinês.
