Governo mantém isenção e gera impasse no mercado de óleo de palma

Setores divergem sobre impactos na produção nacional e no custo da indústria

Importação de óleo de palma segue em debate entre indústria e governo

O governo brasileiro renovou por mais três anos a cota de importação de óleo de palma refinado com isenção de imposto, ampliando o impasse entre indústrias processadoras e o setor de alimentos. A medida, fixada em 150 mil toneladas até dezembro de 2025, mantém o debate sobre os impactos no mercado, mesmo diante do aumento da produção nacional e da oferta internacional. A política foi iniciada em 2022, após a suspensão temporária das exportações pela Indonésia, e desde então vem sendo prorrogada, mesmo com a retomada da produção global. Em 2024 a cota havia sido reduzida para 60 mil toneladas, mas voltou a subir no ano seguinte.

A produção brasileira cresceu 14% no período, alcançando 650 mil toneladas, enquanto Indonésia e Malásia também registraram expansão. A indústria produtora critica a concorrência externa e aponta desequilíbrio nas regras socioambientais, enquanto o setor de alimentos defende a manutenção da medida para evitar aumento de custos.


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