Parlamentares de MS destacam independência do Senado ao rejeitar Messias no STF

Os senadores por Mato Grosso do Sul destacaram a independência do Senado Federal como fator essencial para a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal). O nome do advogado-geral da União foi reprovado por 42 a 34 na quarta-feira (29).

Tereza Cristina (PP-MS) publicou nas redes sociais que a Casa Alta do Congresso cumpriu um dever constitucional.

“Uma decisão histórica! O Senado foi soberano e cumpriu hoje seu papel constitucional, demonstrando total independência do Executivo. Uma vitória importante das oposições e um recado claro: definir a composição do Supremo é dever do Senado, que reafirma sua autonomia. O Brasil precisa de instituições fortes, corretas e democráticas. Seguimos firmes ouvindo nosso povo, em defesa do país”, escreveu.

Para Nelsinho Trad (PSD-MS), a decisão foi democrática. “A decisão sobre a indicação do STF seguiu o rito democrático. O Senado avaliou, votou e decidiu conforme prevê a Constituição. Em uma democracia, o Parlamento tem voz, responsabilidade e independência. As instituições funcionaram. Democracia respeitada”, ponderou.

A senadora Soraya Thronicke não se manifestou nas redes sociais.

Jorge Messias é rejeitado para o STF

O Senado Federal rejeitou em 29 de abril de 2026 a indicação de Jorge Messias para ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) por 42 contrários a 34 votos a favor. A aprovação dependia do voto favorável de pelo menos 41 senadores.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes desse período, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

O atual advogado-geral da União foi indicado para o cargo pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

A indicação seguiu para votação em plenário após sabatina de Jorge Messias na  CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), que o aprovou por 16 votos favoráveis e 11 contrários.

fonte: midiamax

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