Dois policiais militares aposentados foram presos nesta quinta-feira acusados de fazer a segurança pessoal do contraventor Rogério Andrade em operação do MPRJ batizada de Pretorianos, que cumpriu mandados também contra o bicheiro, detido desde outubro de 2024 em Campo Grande. Segundo o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os policiais Marcos Antonio de Oliveira Machado, conhecido como Machado, e Carlos André Carneiro de Souza, identificado como Carneiro, prestavam serviços diretos a Andrade e a familiares.
Ambos foram denunciados por constituição de organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à corrupção ativa, incluindo suborno de policial da ativa para obter informações sigilosas sobre operações e direcionar ações contra estabelecimentos rivais. A investigação decorre de Procedimento de Investigação Criminal do Gaeco e teve apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).
Os mandados foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e na Penitenciária Federal de Campo Grande. O Estadão tenta localizar a defesa dos policiais e mantém o espaço aberto para manifestações. A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, reforçando a intensificação das ações contra a exploração ilegal de jogos no estado. A prisão dos agentes ressalta a atuação do MPRJ no combate à corrupção e à proteção de figuras do crime organizado por policiais, expondo a complexidade das redes criminosas no Rio de Janeiro.
