O ministro do STF, Dias Toffoli, determinou nesta quarta-feira, 14, que todo o material apreendido no âmbito do caso do Banco Master seja encaminhado à PGR para análise e extração das provas, atendendo a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A decisão surge após a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF, que incluiu a prisão temporária de Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do banco, Daniel Vorcaro, além do bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
Entre os alvos também estavam o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, suspeitos de envolvimento em desvios de recursos do sistema financeiro para benefício pessoal. Segundo Toffoli, os aparelhos apreendidos devem permanecer desconectados da internet e de redes de telefonia para preservar a integridade das informações até o periciamento. A medida busca permitir à PGR uma análise completa do conjunto probatório, oferecendo uma visão sistêmica sobre os supostos crimes de gestão fraudulenta, desvio de valores e branqueamento de capitais praticados pelo banco, conforme apontam as investigações.
Daniel Vorcaro, que havia sido preso em novembro ao tentar embarcar para o exterior, teve a prisão relaxada e cumpre atualmente prisão domiciliar, enquanto a operação continua com o objetivo de interromper a atuação da suposta organização criminosa e recuperar ativos desviados. A decisão de Toffoli reforça o caráter estratégico do encaminhamento das provas para a PGR, permitindo que o órgão titular da ação penal forme sua opinião sobre a materialidade e autoria dos delitos sob investigação.
