Prefeitura cria núcleo inédito para agilizar atendimento às mães atípicas

Iniciativa do Comitê Gestor da Saúde promete reduzir peregrinação por fraldas, dietas e outros insumos

Campo Grande deu um passo importante para amparar famílias atípicas: foi criado o Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA), voltado a agilizar o acesso a fraldas, dietas e outros insumos essenciais para pessoas com deficiência.

O núcleo é resultado direto do Comitê Gestor da Saúde, formado há pouco mais de um mês para modernizar a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e implementar soluções práticas para demandas históricas.

“Esse novo modelo vai unir cuidado, acolhimento e resultado. É um olhar atento e sensível às famílias que mais precisam”, afirma Ivoni Pellegrinelli, coordenadora do Comitê.

Parceria com Defensoria Pública

O NAMA atua em conjunto com a Defensoria Pública, que realiza um censo inédito para mapear as famílias atípicas com necessidade de saúde, em condição de vulnerabilidade social e sanitária. Sobre a articulação com a Prefeitura, a defensora Eni Diniz, coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) de Mato Grosso do Sul, destaca:

“A ideia é articularmos um fluxo que funcione melhor para atender as mães atípicas em todas as suas vulnerabilidades. A Defensoria já está fazendo esse censo para identificar essas famílias, suas demandas e como podemos construir esse atendimento efetivo. Nossa expectativa, junto com a Prefeitura, é apresentar dados concretos e definirmos fluxos de atendimento que garantam rapidez e qualidade, diminuindo a judicialização”, explica a defensora.

Na segunda reunião do núcleo, representantes das mães atípicas, da Defensoria e da Sesau discutiram medidas para agilizar o atendimento na Saúde e definir estratégias concretas.

O grupo já trabalha, em conjunto com a Procuradoria-Geral do Município, para a viabilidade de um modelo administrativo para o fornecimento de insumos, que permitirá às famílias adquirirem os produtos diretamente, medida semelhante à adotada por outros municípios de Mato Grosso do Sul.

A coordenadora do Comitê Gestor da Saúde reforça que a medida é um passo muito importante e que o objetivo é garantir que nenhuma mãe precise peregrinar por respostas.

“Estamos construindo fluxos de atendimento que realmente funcionam. O foco agora é no trabalho — e os resultados vão começar a aparecer”, afirma Ivoni.

Gestão da saúde

O Comitê Gestor da Saúde, formado por seis gestores, também revisa contratos, reorganiza equipes e realiza visitas técnicas às unidades de saúde, inclusive à noite, para conhecer de perto a rotina de servidores e usuários.

Segundo Ivoni, a meta é tornar a gestão da saúde mais ágil, eficiente e sensível às demandas reais da população.

“Estamos fazendo o que precisa para construir uma gestão da Saúde moderna e próxima das pessoas — e isso já está acontecendo”, finaliza a coordenadora.

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