quinta-feira, 3/04/2025

105 milhões de toneladas: China quebra recorde em importações de soja!

China importou a maior quantidade de soja da história em 2024, enquanto compradores preocupados com as crescentes tensões comerciais entre EUA e China se apressaram para garantir estoques dos EUA antes da posse do presidente eleito Donald Trump.

Segundo informações da Agência Reuters, o maior comprador mundial da oleaginosa importou 105,03 milhões de toneladas de soja em 2024, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior, de acordo com dados alfandegários divulgados hoje (13). 

Os volumes recordes de importação anual foram impulsionados pela queda nos preços da soja na Bolsa de Chicago em 2024, fortes margens de esmagamento e preparações dos compradores devido às preocupações com uma guerra comercial, disse Rosa Wang, analista da consultoria agropecuária JCI, com sede em Xangai.

Em dezembro, as chegadas caíram 0,2%, para 7,94 milhões de toneladas, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo cálculos da Reuters com base nos dados alfandegários. O volume ficou abaixo das estimativas dos analistas, que apontavam cerca de 8,2 milhões de toneladas a serem adquiridas, marcando o menor volume em quatro anos. “Isso pode ser devido à velocidade no processo de liberação alfandegária”, disse Wang.

Nos últimos meses de 2024, os compradores chineses importaram volumes maiores do que o usual de soja dos EUA, apesar das alternativas brasileiras mais baratas, como forma de se proteger contra uma possível guerra comercial entre Pequim e Washington durante a presidência de Trump.

O novo presidente assume o cargo em 20 de janeiro e prometeu tarifas de até 60% sobre produtos chineses, medidas que, segundo analistas, podem prejudicar o comércio internacional, elevar custos e provocar retaliações.

Embora ainda não esteja claro como a China responderá às tarifas sob a nova administração dos EUA, comerciantes na China afirmaram ter se preparado diversificando fornecedores e aumentando os estoques.

Mesmo sem uma guerra comercial, o fornecimento abundante e as margens fracas de esmagamento devem reduzir a futura demanda de importação de soja dos EUA, afirmou a BMI Research em uma nota.

“Embora uma presidência de Trump possa reacender as tensões comerciais entre os EUA e a China continental, assim como possíveis tarifas chinesas sobre as exportações de soja dos EUA, prevemos que o declínio esperado na demanda chinesa mitigue os impactos nos preços”, disse a BMI Research.

As margens de esmagamento no principal centro de processamento da China, em Rizhao, têm sido negativas desde novembro e estavam recentemente em uma perda de 225,04 yuan (US$ 30,69) por tonelada de soja processada.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Silvicultura ‘abre às portas’ para mulheres na universidade e contribui para o desenvolvimento sustentável.

A região do Bolsão em Mato Grosso do Sul é um celeiro de oportunidades para o desenvolvimento profissional e pessoal. O berço de todo...

Difusora Pantanal apresenta “Arena difusora” durante a Expogrande, com música e entretenimento ao público

A tradicional Expogrande 2025 começa nesta semana a todo vapor, e a Difusora Pantanal FM (101,9 FM) preparou uma estrutura especial para levar ainda...

Projeto de Lei determina criação de protocolos para atendimento de pessoas com TEA

O projeto de lei, apresentado nesta quarta-feira (2) pelo deputado Paulo Duarte (PSB), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul,...

Concessão da BR-163 em Mato Grosso do Sul é tema de debate na ALEMS

O deputado Junior Mochi (MDB) abordou na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), durante a sessão plenária desta quarta-feira (26)....