Busca por concentração e emagrecimento alimenta o consumo irregular de estimulantes
O Venvanse, comercializado internacionalmente também como Vyvanse, tem como princípio ativo o dimesilato de lisdexanfetamina. A molécula foi desenvolvida pela empresa farmacêutica norte-americana New River Pharmaceuticals, posteriormente adquirida pela Shire. Embora tenha aplicação terapêutica no tratamento do TDAH, seu uso sem prescrição médica pode trazer riscos importantes à saúde.
Estudo publicado em 2026 com 375 estudantes de Medicina revelou que 33% utilizavam metilfenidato ou lisdexanfetamina. Entre esses usuários, 70% não tinham diagnóstico de TDAH e 60% não possuíam prescrição médica. A pesquisa não representa toda a população, mas acende um alerta.
Sem psiquiatra, o preço pode ser alto
O uso sem acompanhamento pode provocar dependência, insônia, ansiedade, taquicardia, aumento da pressão arterial e alterações psiquiátricas. O diagnóstico deve ser feito por profissional habilitado, com avaliação individual e acompanhamento do tratamento. Afinal, medicamento controlado não é energético de prateleira.
A Anvisa inclui a lisdexanfetamina na Lista A3 da Portaria 344/1998, sujeita à Notificação de Receita A. A venda e o fornecimento clandestinos, assim como a importação ilegal, podem configurar crime previsto no artigo 33 da Lei 11.343/2006, com pena de 5 a 15 anos de prisão.
A simples utilização sem receita, porém, não significa automaticamente condenação por tráfico.
