No dia 8 de dezembro de 2020, Margaret Keenan foi a primeira pessoa vacinada fora dos ensaios clínicos, demonstrando o acúmulo científico e a mobilização global contra a covid-19. No Brasil, Bio-Manguinhos/Fiocruz trouxe a vacina Oxford/Astrazeneca e entregou 190 milhões de doses ao SUS. A primeira leva chegou em janeiro de 2021, e a partir de fevereiro, a produção passou a ser 100% nacional, com controle de qualidade rigoroso.
A experiência permitiu que o instituto desenvolvesse novas pesquisas, incluindo terapia avançada para atrofia muscular espinhal e vacinas com tecnologia de RNA mensageiro. A produção nacional garante soberania, reduz custos e fortalece o SUS. O desempenho da Fiocruz elevou sua projeção internacional, sendo reconhecida pela OMS e por coalizões globais de saúde. Rosane Cuber destaca que o foco é o benefício social, não o lucro.
O legado da pandemia transformou capacidades técnicas e industriais, abrindo caminhos para futuras vacinas e tratamentos. A mobilização durante a covid-19 mostra que estrutura e conhecimento podem salvar vidas e gerar inovação contínua para a saúde pública brasileira.
