Transporte público precário afeta qualidade de vida e economia
Levantamento da CDL Campo Grande em parceria com o SPC Brasil mostra que 63% dos usuários do transporte coletivo perdem, em média, quatro horas diárias nos deslocamentos, o que equivale a cerca de 44 dias por ano apenas em viagens entre casa e trabalho. A pesquisa ouviu 280 trabalhadores nas sete regiões urbanas da capital entre 27 e 30 de abril de 2026, evidenciando um cenário de sobrecarga e baixa eficiência no sistema. O estudo aponta que 70% dos entrevistados atribuem os atrasos ao estado precário das vias e às falhas mecânicas dos veículos, enquanto 65% reclamam da falta de estrutura nos pontos de ônibus.
Também foi identificado que 73% dos usuários consideram crítica ou inexistente a oferta de transporte no período noturno. O levantamento destaca ainda impactos diretos no varejo e na economia local, com trabalhadores chegando ao emprego já exaustos e desmotivados. Para a CDL, a situação compromete a produtividade, a qualidade de vida e amplia desigualdades urbanas. Especialistas alertam que a falta de investimentos em mobilidade aprofunda o esvaziamento do comércio e dos serviços na capital.
