Erros na sonorização, bronca a funcionários e bate-boca entre prefeito e vereadora marcaram a abertura do ano legislativo em Ivinhema
A abertura do ano legislativo de Ivinhema, distante 292 km de Campo Grande, começou com constrangimentos, erros técnicos e discussões acaloradas. Problemas na sonorização obrigaram os parlamentares e público a cantarem o final do hino municipal no “gogó”, gerando risos e críticas da vereadora Lucimar Viana (MDB), que classificou a situação como “vergonhosa”. O prefeito Juliano Ferro (PL) ironizou o desempenho vocal do vereador José Wilson (PSDB), enquanto o presidente Celso Miranda Alves de Souza, o Bira (PSDB), repreendeu a equipe técnica e lamentou a recorrência dos problemas.
Durante seu discurso, Ferro afirmou que críticas à administração partem de quem “não produz” e exaltou dez dos onze vereadores como parceiros de sua gestão, citando explicitamente Lucimar como deselegante. A parlamentar respondeu que só faria perguntas formais via requerimento, e o prefeito rebateu, mantendo o tom de confronto. Além do embate verbal, Ferro justificou o fechamento de escolas por questões de segurança, reforçando que polêmicas não intimidam sua gestão.
O prefeito também anunciou a transferência da Secretaria de Habitação para sua ex-mulher Samara Donato, responsável por um projeto de R$ 30 milhões para 300 casas, e que aliados interpretam como estratégia para sucessão política. Durante toda a sessão, foram evidenciadas divisões e alinhamentos dentro da Câmara, com broncas, risos e debates acalorados marcando o retorno legislativo em Ivinhema.
