Evento em Campo Grande reúne especialistas e organizações ambientais
O Pantanal enfrenta uma sequência de eventos extremos nos últimos anos, como seca prolongada, incêndios e alterações no regime de chuvas, afetando diretamente áreas alagadas essenciais para a biodiversidade. Essas mudanças impactam espécies migratórias que dependem das zonas úmidas ao longo de rotas continentais.
O tema será discutido durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), realizada em Campo Grande, com participação da organização Ecoa em painel técnico ao lado de instituições como IUCN, SAVE Brasil e ICMBio. Considerado a maior área úmida contínua do planeta, o Pantanal serve como ponto estratégico de descanso, alimentação e reprodução para diversas espécies de aves, além de peixes e mamíferos. A redução das áreas alagadas tem comprometido esse equilíbrio natural.
Segundo a Ecoa, desde 2019 o bioma enfrenta uma das secas mais severas em um século, com perda significativa de água superficial nas últimas décadas, alterando profundamente a dinâmica ambiental e a sobrevivência das espécies. Durante o evento, a organização apresenta iniciativas como a articulação da Paisagem Modelo Pantanal e o fortalecimento de brigadas comunitárias, envolvendo populações locais na conservação ambiental.
A participação na COP15 reforça a necessidade de cooperação internacional para proteger espécies migratórias e ampliar políticas públicas voltadas à preservação de um dos biomas mais sensíveis do planeta.
Serviço
📅 24 de março | 9h30
📍 Pavilhão Brasil – Zona Azul – COP15
Painel: Do manguezal ao Pantanal: a importância das zonas úmidas para espécies migratórias e o papel da cooperação para a conservação
Participação: Ecoa, IUCN, ICMBio e SAVE Brasil

