Gaeco investigava, mas suspeita de vazamento já sabia até quem ia cair
Em Sidrolândia, a operação policial teria ganhado um capítulo digno dos bastidores da política: segundo o Gaeco, uma investigadora da Polícia Civil teria avisado Jacob Breure, presidente do hospital municipal, que uma ofensiva contra suspeitos estava prestes a acontecer. A frase atribuída a ela foi direta: “Gaeco dentro de uns 7 dias prende meio mundo”. Informação que, se confirmada, chegou antes da sirene.
Nas conversas analisadas, Jacob teria reagido com entusiasmo à notícia. A investigação também aponta supostos pedidos de favores, incluindo aluguel, combustível e serviços em veículos particulares. Se as suspeitas forem comprovadas, a pergunta inevitável é: quem fiscaliza os bastidores quando o bastidor parece saber demais?
O episódio voltou à tona com a Operação Dirty Pix, que prendeu preventivamente Jacob, a investigadora Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o ex-assessor político Júlio César Alves da Silva. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em quatro municípios de Mato Grosso do Sul. A operação apura suspeitas de desvios de R$ 18 milhões destinados à Saúde.
Para completar o cenário, dois secretários municipais e três vereadores foram afastados, assim como um ex-vereador de funções públicas. A investigação segue em andamento, e as suspeitas ainda precisam ser apuradas pela Justiça. Em Sidrolândia, a operação é policial; o roteiro dos bastidores, porém, já daria assunto para uma temporada inteira.
