Explosões, máquinas pesadas e abertura de estradas preocupam arqueólogos e comunidades indígenas
A expansão do muro na fronteira entre Estados Unidos e México ameaça sítios de arte rupestre com aproximadamente 4 mil anos, localizados no oeste do Texas. As obras são impulsionadas pelo governo de Donald Trump. O projeto prevê barreiras, estradas de patrulha e intervenções em áreas remotas, com uso de explosivos e maquinário pesado. Arqueólogos alertam que as vibrações podem danificar pinturas preservadas em rochas de calcário.
A arqueóloga Carolyn Boyd, que estuda os locais há 35 anos, considera os murais importantes registros da história humana. Segundo ela, as pinturas também possuem caráter sagrado para comunidades indígenas da região. Além do risco de danos físicos, a construção pode dificultar o acesso a dezenas de murais situados próximos à fronteira.
Comunidades indígenas e especialistas defendem a preservação das obras, consideradas importantes para a memória, a cultura e as tradições ancestrais.
