Delcídio Amaral assina compromisso com o varejo e defende medidas voltadas a crédito, qualificação, segurança e inovação
Mato Grosso do Sul vive um cenário de expansão econômica e chegada de novos investimentos, mas também enfrenta o desafio de manter empresas em funcionamento. No primeiro semestre de 2026, 6.250 empresas encerraram suas atividades no Estado, segundo dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems). O número é o maior registrado para o período desde o início da série histórica, em 2000.

No mesmo intervalo, 8.978 empresas foram abertas, resultando em saldo positivo. Os números, porém, chamam atenção para os desafios enfrentados por empresários que buscam manter seus negócios, preservar empregos e ampliar investimentos.
Nesse contexto, Delcídio Amaral assinou, na Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS), a Carta Compromisso com o Varejo de Comércio e Serviços. O documento reúne propostas relacionadas ao ambiente de negócios, entre elas a ampliação do acesso ao crédito e ao FCO Empresarial, redução da burocracia e valorização de fornecedores locais nas compras públicas.
A carta também contempla ações de qualificação profissional e estímulo ao emprego formal, além de medidas relacionadas à segurança do comércio físico e digital. Entre as propostas está a criação de uma Delegacia do Varejo, voltada ao enfrentamento de crimes que afetam o setor.
Na área de inovação, o compromisso prevê estímulo a parques tecnológicos, startups e soluções voltadas às pequenas empresas. A proposta é ampliar o acesso de comerciantes e prestadores de serviços às novas tecnologias, incluindo empreendedores de pequeno e médio porte que atuam no interior do Estado.
Após a assinatura do documento, Delcídio participou do podcast Bastidores do Varejo, onde destacou a necessidade de considerar empresas de diferentes portes nas estratégias de desenvolvimento econômico.
“Quem mantém um negócio aberto gera empregos, movimenta a cidade e ajuda Mato Grosso do Sul a crescer. Nosso compromisso é fazer o crédito, a segurança e a inovação chegarem também aos pequenos e médios empresários, em todas as regiões”, afirmou.
O candidato também defendeu que a atração de novos investimentos seja acompanhada por iniciativas destinadas às empresas que já atuam no Estado. Embora o número de encerramentos não indique, isoladamente, as razões que levaram cada empreendimento a fechar, os dados colocam em evidência a discussão sobre as condições oferecidas aos empresários para manter atividades, investir e gerar empregos.
