Novos tributos começam a valer em 2027; Imposto Seletivo atingirá produtos como bebidas açucaradas, cigarros e veículos
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, garante que os dois novos impostos previstos para 2027 não vão aumentar a carga tributária. Segundo ele, a reforma acaba com cinco tributos e cria dois. Na matemática do governo, menos impostos significam mais organização. Resta saber se o contribuinte também vai enxergar essa vantagem no bolso.
A novidade é a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o Imposto Seletivo, criados pela Reforma Tributária. A promessa é simplificar regras, unificar cobranças e dar mais transparência. Afinal, trocar nomes e reorganizar impostos parece simples no papel, mas o consumidor quer mesmo é entender quanto vai pagar.
O Imposto Seletivo substituirá o IPI e atingirá produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, refrigerantes, tabaco, carros e embarcações. Ou seja, alguns produtos ganharão uma atenção especial do Leão.
A MP 1.399/2026, com as regras e alíquotas do novo imposto, já foi publicada e encaminhada ao Congresso. Durigan espera aprovação rápida. Enquanto Brasília comemora a racionalidade tributária, o brasileiro segue com a calculadora na mão, esperando descobrir se a reforma vai aliviar o bolso ou apenas mudar a etiqueta da cobrança.
