Fluido de perfuração de base não aquosa derramado em janeiro motivou autuação de R$ 2,5 milhões
O Ibama aplicou um auto de infração à Petrobras, com multa de R$ 2,5 milhões, pelo vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa em 4 de janeiro, a 175 km da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas. O órgão classificou o material como de risco médio para a saúde humana e o ecossistema aquático, conforme a Instrução Normativa nº 14/2025.
A Petrobras afirmou que o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, garantindo que tomará providências cabíveis. O vazamento ocorreu em duas linhas auxiliares conectadas à sonda NS-42 e ao poço Morpho, interrompendo a perfuração desde 6 de janeiro.
A ANP exigiu a substituição de todos os selos das juntas do riser e a apresentação de evidências de adequação da instalação em cinco dias. A Petrobras tem 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa.
O Ibama reforçou o risco do derramamento ao ecossistema, enquanto a Petrobras afirma cumprir todos os parâmetros ambientais. Autoridades acompanham o caso, e a fiscalização do Ibama e da ANP segue como medida preventiva.
