Dragagens no trecho entre Corumbá e Porto Murtinho dependerão de estudos e licenciamento ambiental
A hidrovia do Rio Paraguai, em Mato Grosso do Sul, deverá ganhar uma concessionária, mas quem quiser mexer no fundo do rio terá de enfrentar uma boa dose de papelada ambiental. O projeto prevê estudos de impacto antes das dragagens, mesmo após mudanças na legislação federal de licenciamento.
A concessão está prevista para avançar até 2027, após sucessivos adiamentos. A empresa vencedora deverá monitorar as condições de navegação e atuar na manutenção do trecho entre Corumbá e Porto Murtinho, com atenção especial aos períodos de estiagem.
O pacote prevê cerca de R$ 70 milhões em investimentos, incluindo dragagem, sinalização, balizamento e sistemas de gestão do tráfego. Em contrapartida, a concessionária poderá cobrar pedágio das embarcações de carga, com valor originalmente estimado em R$ 1,27 por tonelada.
A dragagem deverá retirar bancos de areia e algumas rochas que dificultam a passagem das embarcações, sem previsão de retificação do curso natural do rio. O projeto também envolve tratativas com Paraguai e Bolívia e mantém o Pantanal no centro da discussão ambiental.
