Laudo aponta execução com disparo à curta distância
A Promotoria de Justiça denunciou o ex-prefeito Alcides Bernal por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo após a morte do fiscal Roberto Mazzini, ocorrida em março, em Campo Grande, em imóvel anteriormente pertencente ao político. Segundo a acusação, Bernal teria ido até a residência após alerta de monitoramento e efetuado um disparo à distância, atingindo a vítima, que estava acompanhada de um chaveiro, o qual conseguiu fugir. Ainda conforme o Ministério Público, o ex-prefeito se aproximou do fiscal já ferido e realizou um segundo disparo, descrito como “tiro de misericórdia”, que causou a morte. A motivação foi classificada como torpe, ligada à inconformidade com a perda do imóvel em leilão.
O laudo pericial confirmou que o segundo tiro ocorreu à curta distância, com a vítima caída, evidenciado por marcas na roupa. O indiciamento foi mantido pela Polícia Civil, incluindo também o porte ilegal de arma com documentação vencida. Após o crime, Bernal se apresentou à polícia, e, se condenado, pode cumprir pena entre 16 e 40 anos de prisão.
