Boi gordo ganha força e paga mais de 30 dias de cocho no Sudeste
A conta do confinamento ficou mais favorável para os pecuaristas do Sudeste em setembro. A valorização da arroba do boi gordo fez o animal passar a pagar, pela primeira vez, mais de 30 dias de alimentação no cocho. Segundo levantamento da Ponta, a arroba chegou a R$ 356 na região, enquanto o custo alimentar ficou praticamente estável em R$ 11,57 por cabeça ao dia. Com isso, a relação de troca alcançou 30,77 dias de cocho, novo recorde regional.
No Centro-Oeste, porém, o cenário foi na direção contrária. O custo alimentar subiu 6,64% no mês, para R$ 12,68 por cabeça ao dia, enquanto a dieta de terminação chegou a R$ 1.088 por tonelada em Mato Grosso do Sul, após cinco meses de recuo. A diferença também apareceu na lucratividade da arroba produzida.
O Sudeste avançou para R$ 1.210,21 por cabeça, enquanto o Centro-Oeste recuou para R$ 906,75. A vantagem chegou a R$ 303,46 por animal. Em setembro, pelo jeito, o boi do Sudeste trabalhou menos para pagar a comida e ainda sobrou mais no bolso.
