Água do degelo se acumula nas rachaduras e acelera a fragmentação do gigante antártico
O iceberg A-23A, um dos maiores e mais antigos já monitorados por cientistas, está chegando ao fim de uma jornada que começou há cerca de 40 anos na Antártida. Depois de décadas resistindo ao oceano, o gigante agora chama atenção pelas grandes áreas de água azul acumuladas em sua superfície.
A imagem registrada pelo satélite Terra, da NASA, em dezembro de 2025, mostra o iceberg coberto por extensas poças de água de degelo. O fenômeno ocorre enquanto o bloco avança por águas mais quentes do Atlântico Sul e sofre intensa fragmentação.
Segundo pesquisadores, o peso da água acumulada nas rachaduras aumenta a pressão sobre o gelo e contribui para abrir novas fissuras. Estrias antigas, formadas quando o gelo ainda fazia parte de uma geleira, também ajudam a conduzir a água pela superfície do iceberg.
O A-23A já perdeu grande parte de seu tamanho original, que chegava a aproximadamente 4 mil quilômetros quadrados. Agora, os cientistas estimam que sua desintegração completa pode ocorrer em dias ou semanas. Depois de quatro décadas de viagem, o grandalhão antártico parece ter encontrado seu destino: virou azul antes de dar adeus.


