Outras mortes aumentam a tensão dentro da penitenciária
A guerra entre PCC e Comando Vermelho ultrapassou os muros da Máxima de Campo Grande. No presídio, onde a segurança deveria falar mais alto, um detento de 22 anos acabou morto por enforcamento no pátio. A suspeita é de que a rivalidade entre facções tenha entrado na conta. Jackson da Rosa Fernandes teria sido identificado como integrante do CV por outros presos.
A suspeita é de que a disputa que já espalha violência pelas ruas tenha encontrado espaço também atrás das grades. Pelo jeito, nem a cadeia conseguiu ficar fora do roteiro. A Agepen confirmou que Jackson foi morto por outro detento, mas ainda investiga a motivação. Quatro dias depois, outra morte foi registrada na unidade: Odilon Vítor dos Santos Neto morreu dentro da cela, e as circunstâncias seguem sob investigação.
Do lado de fora, a guerra também deixa um rastro pesado: mais de 100 mortes atribuídas ao conflito em MS e 405 homicídios registrados entre janeiro e setembro. A disputa por território e rotas do tráfico segue avançando, enquanto a violência mostra que até os muros da prisão estão longe de representar o fim da guerra.
