Fortaleza do tráfico na fronteira tinha arsenal de guerra e tecnologia para driblar a fiscalização
Na fronteira de Mato Grosso do Sul, o crime organizado montou uma estrutura de guerra. Blindados, fuzis, drones e equipamentos modernos garantiam a segurança das rotas do tráfico. Pelo visto, o negócio estava mais equipado que muita força de segurança.
A Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal nesta quarta-feira (4), revelou uma verdadeira fortaleza criminosa, usada para proteger depósitos de armas e drogas e monitorar a movimentação policial.
Informação privilegiada também fazia parte do arsenal
O detalhe mais indigesto é que a organização teria contado com policiais para facilitar o esquema. Segundo as investigações, agentes repassavam informações sobre operações, fiscalizações e investigações em andamento.
Três policiais civis de Mato Grosso do Sul foram afastados. O grupo também é investigado por enviar armas e drogas para a Europa. Na fronteira, pelo visto, alguns suspeitos não precisavam temer a fiscalização: sabiam dela antes de acontecer.

















