Cercas, câmeras e rondas tentam impedir que o quintal vire território de caça
Em Corumbá, no Pantanal, a vizinhança ganhou visitantes de respeito: onças-pintadas que circulam perto das residências. Para evitar encontros indesejados, a cidade distribui buzinas, porque até o maior predador da região agora precisa receber um aviso sonoro antes de aparecer.
A iniciativa aposta no barulho para espantar os felinos, enquanto a Polícia Militar Ambiental reforça as rondas noturnas e equipes monitoram os animais. Pelo visto, o Pantanal entrou na era da buzina: se não resolver na conversa, toca o alarme! Cercas também foram instaladas para dificultar o acesso das onças a cães, galinhas e outros animais domésticos.
A recomendação é proteger os bichos, especialmente à noite, quando deixar o galinheiro aberto pode ser praticamente servir jantar com hora marcada. A verdade é que Corumbá está no habitat natural das onças, e nenhum apito transforma o Pantanal em condomínio fechado.
A saída é combinar prevenção e respeito à vida silvestre, porque, nessa disputa por espaço, o ser humano também precisa entender que chegou à vizinhança de quem já estava lá.
