De sementes a soro fetal bovino, agronegócio amplia o cardápio internacional, mas negócio fechado ainda é outra conversa
O agro brasileiro acaba de ganhar seis novas portas no exterior. Argentina, Egito, Marrocos, Peru, Quênia e Singapura autorizaram a entrada de produtos nacionais. Pelo visto, o campo brasileiro está ficando internacional até no que muita gente nem imagina. A lista vai de sementes de crotalária e feijão-mungo a aves ornamentais e búfalos destinados ao abate.
No mercado externo, tem espaço para quase tudo: até o búfalo já tem passaporte comercial. No Peru, entram sementes de coentro e couro equino. No Quênia, ingredientes para alimentação animal; em Singapura, soro fetal bovino. É o agro mostrando que não vive apenas de soja, milho e boi na televisão.
Mas calma, exportador: autorização não é dinheiro no caixa. Ainda é preciso encontrar compradores, cumprir exigências e embarcar os produtos. Abrir a porteira internacional é um bom começo; fazer o negócio render é que separa anúncio de resultado.
