Demanda menor e custos elevados complicam ainda mais o mercado de fosfatados
O mercado brasileiro de fertilizantes entrou em uma fase de maior pressão. O aumento dos custos do enxofre, matéria-prima importante para a produção de fosfatados, já está levando empresas a reduzir atividades e rever a operação de algumas unidades.
A Mosaic interrompeu operações em fábricas no Brasil e avalia mudanças em seus ativos. A EuroChem também adotou medidas para reduzir custos em Serra do Salitre, em Minas Gerais. No exterior, a OCP diminuiu a produção no Marrocos diante das condições menos favoráveis do mercado.
O problema ocorre ao mesmo tempo em que os agricultores estão comprando menos fertilizantes. Preços elevados dos insumos, crédito mais caro e condições financeiras apertadas no campo reduziram a procura. Com menos vendas e custos maiores, algumas unidades industriais passaram a operar abaixo de sua capacidade.
O cenário não representa, necessariamente, uma falta imediata de fertilizantes no país. Importações e estoques ainda ajudam a atender o mercado. A preocupação está no futuro: se a demanda voltar a crescer antes da normalização do fornecimento de enxofre, a indústria poderá ter dificuldade para aumentar rapidamente a produção.
