Estudo aponta perdas agrícolas e potencial de ganho econômico com o manejo dos animais
O avanço de javalis e javaporcos preocupa produtores rurais e autoridades pelo impacto nas lavouras e os riscos à sanidade animal. Em áreas severamente atingidas, as perdas em plantações de milho podem chegar a 40%, além dos gastos com cercas, proteção e controle das invasões.
Para discutir medidas de enfrentamento, o Sistema Faesp/Senar realiza nesta terça-feira (15), em São Paulo, o Fórum “Javalis e javaporcos: impactos, estratégias e ações coordenadas”. O encontro terá participação de autoridades, pesquisadores e representantes da agropecuária, em formato híbrido.
Considerada uma das 100 piores espécies exóticas invasoras do mundo, a população de javalis já foi registrada em 15 unidades da Federação. Além dos prejuízos às lavouras, os animais provocam danos ao solo, cercas e estruturas das propriedades. Estudo publicado em 2025 estima que o controle populacional poderia elevar o PIB em 0,15% até 2030 e gerar benefício de cerca de R$ 1.016 por animal manejado.
A sanidade animal será um dos principais temas do fórum, diante do risco de introdução da Peste Suína Africana (PSA), doença altamente contagiosa que afeta suínos domésticos e selvagens. O Brasil permanece livre da enfermidade, mas uma eventual entrada poderia atingir a produção, as exportações e toda a cadeia da suinocultura. O encontro também discutirá legislação, experiências de manejo e definição de ações, responsáveis e prazos para o controle dos animais.
